quinta-feira, 2 de setembro de 2010 | By: ~* Manu Grecco

Satélite

Fim de tarde
No céu plumbeo
A lua baça
Paira
Muito cosmográficamente
Satélite

Desmetaforizada
Despojada do velho segredo da melancolia
Não é agora o golfão dos cismas
O astro dos loucos e enamorados
Mas tão somente
Satélite

Ah lua deste fim de tarde
Demissionária de atribuições românticas
Sem show para as disponibilidades sentimentais
Fatigado de mais valia
Gosto de ti assim
Coisa em si
- Satélite

Manuel Bandeira - Satélite




minutes...

Por outras vezes houve a situação que distante de mim encontrava-se o amor e o meu amor.
E por todas elas eu não soube fazer aproximar e não agarrei o amor com as minhas unhas, que ainda que curtas, por certo, o segurariam.
E cá estamos nós.
Mais uma vez diante a uma situação já vivida.
Mas ora os erros conhecidos, ei de não repetir.
Quero ser com você a prova final com todas as correções.
Repito o amor, o sentimento e a entrega. Devo eu?
Mas não repito o erro, jamáis. Não com você.

Por outro lado, tem o eu. Tenho eu.
E quando vi o amor indo somente por ida?
E quando ví-lo ir?
E quando foi?
Houve também a minha espera.
Quantas e quantas vezes?
Enfim...
Hoje, diante daquele fato que eu disse linhas atrás,
Mais subjetiva que nunca!
E olha,
Por tantos calos, que de forma alguma e de alguma forma, me tornariam ou me tornaram experiente.
Mas quero voltar.
Me sentir como se não houvessem armaduras.
Senti tanto, agora quero sentir tanto!
Mas por você, quero até sentir de novo.


Pretérita mais que perfeita.
Abrigar toda a insegurança em mim.
Mostrar que em mim não há.
Que de você sou oposto.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010 | By: ~* Manu Grecco

Nada.

Um passo pra frente, a incerteza.
Um pra traz, segurança.

Uma palavra dita, a certeza.
Uma palavra escondida, o segredo.

Um pedido:
Fique.

Mais um:
- Deixa.


A letra



:)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010 | By: ~* Manu Grecco

Não, não não não, não..

Com a tranquilidade do acontecimento
Beija-me como nunca fui beijada por ninguém.
Anestesia para que não sinta,
Não sinta para que não passe.

Passar é relativo, concreto e verbo.
Qualidade que todo sentimento se afasta,
Exceto aquele que não convém estar.
E o que deve passar, há de passar.

Mas não esse!

Abro minha mão, abra a sua também.
Faça do que é lido, real.
Sinta que meu toque em suas mãos
Pode ser um pouco mais quente.
Ainda que cedo, imaginação.
Tarde, realidade.
Palavra certa que percorre desde que amo: ESPERA.
E cá estou.

E dessa história, passo de narradora onisciente para uma protagonista sob controle.
Das mãos quentes, mas ainda desconhecidas controlam-me.
Ou as conheço?
Sei que sim.
Nome não pode ser dito, ou já pode?
Gostar agora faz sentido, ou não?
Entregue estou, e bem.
Entregue ficarei.
Amém.
domingo, 1 de agosto de 2010 | By: ~* Manu Grecco

Mil tons na tua voz

Nem que eu ouvisse
Uma mesma música
Em mil tons diferentes
Nada,
Mas nada se comparara
Ao som da sua voz
Eu a ouviria uma só vez.

A minha embriaguez tomou por culpada a tua voz
O cheiro da sua presença
O insípido da sua ausência.
É ter e não ter mais
Um segundo depois
Sentir falta
E sentir presente
É querer diariamente
O que sempre ao fim do dia,
Se vai.